domingo, 29 de setembro de 2013

Recordar é viver...

Recordar é viver...

Lembro-me das primeiras letras que aprendi na escola e o momento em que cheguei em minha casa muito feliz com a nova descoberta. Contei para os meus pais e eles ficaram emocionados.
À partir desse dia foi fascinante!
Comecei a ler as primeiras palavras, frases, textos... e sempre compartilhando essa alegria com eles.
Só sei dizer, que meus pais me incentivaram muito.
Todas as noites, após o jantar, sentávamos na sala, assistíamos um pouco de televisão e depois meu pai falava que estava na hora de viajar um pouco. Ele trazia alguns livros e falava para eu escolher um deles. Após feita a escolha, ele combinava que cada um de nós teríamos que auxiliar na leitura, lendo uma página cada um. 
Era muito gostoso, embora eu ainda lesse muito lentamente no início, eles sempre me ajudavam e incentivavam, logo percebi que já estava lendo com facilidade e que todos estavam entendendo e curtindo a história.
Na época, não entendia o que meus pais queriam com aquela iniciativa, hoje entendo perfeitamente e agradeço.
Eles sempre me falavam que eu tinha que ter gosto e compromisso com a leitura e que depois de aprender a ler precisaria ler para aprender, e também diziam que a leitura era algo desafiador e interessante que me daria autonomia e independência.
Eles conseguiram o que queriam! Me deixaram apaixonada pela leitura.
Viajei muito pala coleção vaga-lume, Monteiro Lobato e outros clássicos. Hoje não consigo ficar sem um ler um livro.
Ler não pode ser apenas um hábito e sim uma paixão, um vício!

6 comentários:

  1. Adorei o seu depoimento Claudia... fico feliz pela sua contribuição no nosso blog... Parabéns!

    ResponderExcluir
  2. Parabéns Cláudia!
    Tanto pelo seu depoimento, como pela boa sorte de ter tido um pai que lhe incentivou a desenvolver o seu gosto pela leitura. Rezo para que cada vez mais crianças tenham a boa sorte que você teve.

    ResponderExcluir
  3. Palmas para um pai como o seu Cláudia!!!

    ResponderExcluir
  4. Parabéns Cláudia!!!
    Um pai incentivador é sempre importante em nossas vidas!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cláudia a sua história de leitura e escrita foi muito promissora, pois o incentivo dos pais influencia muito no aprendizado da criança.

      Excluir
  5. Aluno de escola pública, na época sem muitos recursos para aquisição de livros, às vezes recorria à biblioteca itinerante, projeto do SESI. No antigo ginásio, 7ª série a professora, Maria Isabel, solicitou que deveríamos ler um livro para fazer a prova.

    O meu primeiro livro, CAZUZA, como encontrá-lo, comprá-lo, não podia. Como estratégia na época emprestava dos meus colegas após os mesmos terem lidos. Quantas páginas?

    Não foi muito diferente os outros também indicados pela mesma professora, O DIÁRIO DE DANY, POLYANNA, VIDAS SECAS, O ESCARAVELHO DO DIABO, ILHA PERDIDA, MEMÓRIA DE UM CABO DE VASSOURA, etc. Viram como foi difícil o meu percurso para adquirir a minha competência leitora e escritora. O incentivo na época se apoiava sobre notas, pegar ou largar, sem opção. Confesso que não foi uma experiência traumática, pois o protagonista era eu, era minha responsabilidade em dar conta do recado, questão de sobrevivência. Graças á Deus venci.

    ResponderExcluir