Viajando e recordando o fantástico mundo da
leitura...
Desde
muito pequeno a leitura fez parte de minha vida, lembro que o primeiro contato
com as letras fora antes de adentrar e conhecer uma escola... Minha primogênita
frequentava a primeira séria do ensino fundamental e trazia para casa o famoso
ditado que era feito com o acompanhamento de minha mãe. A partir do momento que
essa tarefa era feita por minha irmã, lá estava eu acompanhando o ditado e
escrevendo as primeiras letras. Foi a partir desse momento que começo a ler e
escrever, logicamente com restrições.
Assim que
entro na escola, o desenvolvimento da leitura e escrita é estabelecida com mais
regras e aperfeiçoamento; nesse período lembro como se fosse hoje da famosa
CARTILHA; onde diariamente a professora “tomava” a lição, e a leitura era feita
diariamente com o acompanhamento da professora. Aqui encontro o meu primeiro trauma
da leitura, quando fiquei por três (03) vezes repetindo uma mesma lição e não conseguia
avançar... mas isso foi só um obstáculo. Passado isso, a leitura veio para
ficar.
O gosto pelos
livros literários e clássicos juvenis é conhecido através de um professor de
língua portuguesa na quinta série do ensino fundamental; nessa fase o professor
determinava a leitura de um livro a cada bimestre e no final deste período
acontecia uma avaliação da leitura, no começo era meio angustiante pois havia o
medo de não ir bem na prova. Com o passar dos anos, essas leituras que até
então eram obrigatórias passaram a ser tidas como prazerosas, lembro-me de
nosso grupo escolar buscando ler o que os alunos das séries mais avançadas
estavam lendo. Pegava o livro e num prazo de dois dias o "devorava".
Ficava muito ansioso para saber o final dessas histórias. Os livros sempre
traziam tramas que as considerava maravilhosos, nos levando a lugares muito
diferentes dos nossos, apresentava outras realidades e culturas diversas,
fazendo-nos rir, sonhar e algumas vezes até chorar. Lembro-me de um livro
que tinha uma história e uma capa feia, “Um cadáver ouve rádio” – Marcos Rey;
tive medo quando fui ler e por esse temor fui obrigado a lê-lo umas três vezes,
pois não conseguia entender nada do livro (risos)... Mas tiveram muitos outros
que foi um prazer ter lido e ainda hoje os tenho aqui comigo.
Passado
esse período, veio o ensino médio e com isso o vestibular, a literatura foi
explorada em todas as suas faces e os livros vieram complementar sua beleza.
Muitos clássicos conheci, alguns amei, outros odiei... Mas valeu muito a pena
conhecer.
Durante a
faculdade a leitura é algo que transcorre de modo muito normal e é quase toda
baseada em cima dos artigos, monografias e teses cientificas, seu estruturação
muda a cada leitura e conhecimento torna se mais valioso do que tudo.
A leitura
é a essência do desenvolvimento intelectual e fortalece o crescimento
profissional, ampliando os horizontes. Acredito que ler nos faz ver além.
Agradeço
aos meus mestres pelo incentivo e ajuda no desenvolvimento dessa prática.
“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”.
(Mario Quintana).

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