sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Viajando e recordando o fantástico mundo da leitura...

Desde muito pequeno a leitura fez parte de minha vida, lembro que o primeiro contato com as letras fora antes de adentrar e conhecer uma escola... Minha primogênita frequentava a primeira séria do ensino fundamental e trazia para casa o famoso ditado que era feito com o acompanhamento de minha mãe. A partir do momento que essa tarefa era feita por minha irmã, lá estava eu acompanhando o ditado e escrevendo as primeiras letras. Foi a partir desse momento que começo a ler e escrever, logicamente com restrições.
Assim que entro na escola, o desenvolvimento da leitura e escrita é estabelecida com mais regras e aperfeiçoamento; nesse período lembro como se fosse hoje da famosa CARTILHA; onde diariamente a professora “tomava” a lição, e a leitura era feita diariamente com o acompanhamento da professora. Aqui encontro o meu primeiro trauma da leitura, quando fiquei por três (03) vezes repetindo uma mesma lição e não conseguia avançar... mas isso foi só um obstáculo. Passado isso, a leitura veio para ficar.
O gosto pelos livros literários e clássicos juvenis é conhecido através de um professor de língua portuguesa na quinta série do ensino fundamental; nessa fase o professor determinava a leitura de um livro a cada bimestre e no final deste período acontecia uma avaliação da leitura, no começo era meio angustiante pois havia o medo de não ir bem na prova. Com o passar dos anos, essas leituras que até então eram obrigatórias passaram a ser tidas como prazerosas, lembro-me de nosso grupo escolar buscando ler o que os alunos das séries mais avançadas estavam lendo. Pegava o livro e num prazo de dois dias o "devorava". Ficava muito ansioso para saber o final dessas histórias. Os livros sempre traziam tramas que as considerava maravilhosos, nos levando a lugares muito diferentes dos nossos, apresentava outras realidades e culturas diversas, fazendo-nos rir, sonhar e algumas vezes até chorar. Lembro-me de um livro que tinha uma história e uma capa feia, “Um cadáver ouve rádio” – Marcos Rey; tive medo quando fui ler e por esse temor fui obrigado a lê-lo umas três vezes, pois não conseguia entender nada do livro (risos)... Mas tiveram muitos outros que foi um prazer ter lido e ainda hoje os tenho aqui comigo.
Passado esse período, veio o ensino médio e com isso o vestibular, a literatura foi explorada em todas as suas faces e os livros vieram complementar sua beleza. Muitos clássicos conheci, alguns amei, outros odiei... Mas valeu muito a pena conhecer.
Durante a faculdade a leitura é algo que transcorre de modo muito normal e é quase toda baseada em cima dos artigos, monografias e teses cientificas, seu estruturação muda a cada leitura e conhecimento torna se mais valioso do que tudo.
A leitura é a essência do desenvolvimento intelectual e fortalece o crescimento profissional, ampliando os horizontes. Acredito que ler nos faz ver além.
Agradeço aos meus mestres pelo incentivo e ajuda no desenvolvimento dessa prática.


“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”. (Mario Quintana).


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