Recordar é viver...
Lembro-me das primeiras letras que aprendi na escola e o momento em que cheguei em minha casa muito feliz com a nova descoberta. Contei para os meus pais e eles ficaram emocionados.
À partir desse dia foi fascinante!
Comecei a ler as primeiras palavras, frases, textos... e sempre compartilhando essa alegria com eles.
Só sei dizer, que meus pais me incentivaram muito.
Todas as noites, após o jantar, sentávamos na sala, assistíamos um pouco de televisão e depois meu pai falava que estava na hora de viajar um pouco. Ele trazia alguns livros e falava para eu escolher um deles. Após feita a escolha, ele combinava que cada um de nós teríamos que auxiliar na leitura, lendo uma página cada um.
Era muito gostoso, embora eu ainda lesse muito lentamente no início, eles sempre me ajudavam e incentivavam, logo percebi que já estava lendo com facilidade e que todos estavam entendendo e curtindo a história.
Na época, não entendia o que meus pais queriam com aquela iniciativa, hoje entendo perfeitamente e agradeço.
Eles sempre me falavam que eu tinha que ter gosto e compromisso com a leitura e que depois de aprender a ler precisaria ler para aprender, e também diziam que a leitura era algo desafiador e interessante que me daria autonomia e independência.
Eles conseguiram o que queriam! Me deixaram apaixonada pela leitura.
Viajei muito pala coleção vaga-lume, Monteiro Lobato e outros clássicos. Hoje não consigo ficar sem um ler um livro.
Ler não pode ser apenas um hábito e sim uma paixão, um vício!

