quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Situação de Aprendizagem

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM (grupo 1)
Área: Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Série: 7º ano
Caderno: volume 3, situação de aprendizagem 1
Temas e conteúdos: Fermentação biológica e relações entre microrganismos e a produção de alimento.
Tempo previsto: 10 aulas

OBJETIVOS: 1) Compreender a importância dos microrganismos na fabricação de alimentos (pão); 2) concretizar a ideia que os microrganismos estão em todos os lugares e, consequentemente, estamos em contato com eles os tempos todos.

ETAPA 1
Instigar os alunos com a pergunta: Vocês sabiam que se alimentam de fungos todos os dias durante o café da manhã?
 Leitura de imagens: A) massa pronta sem fermento e B) massa pronta com fermento (observar as diferenças).
Apresentação do filme da Kika: De onde vem o pão? <http://www.youtube.com/watch?v=kdVezLK3P4Y>, duração de 4min30. Descrição: o vídeo relata a história do pão, desde a antiguidade. Conta também da obtenção da farinha e das etapas de produção do pão na padaria.

Após o vídeo, conversar com os alunos, para perceber se eles entenderam o vídeo e, principalmente as etapas de produção do pão. E como lição de casa, pedir que pesquisem uma receita de pão.
PROBLEMATIZAÇÃO:
Qual a diferença entre o pão asmo e o pão francês?
Qual a necessidade de deixar a massa do pão “descansar”?
Qual a razão do nome: fermento biológico.

ETAPA 2
Discutir com os alunos as hipóteses para as questões levantadas na problematização.
Realizar experimentos práticos:
Experimento 1: utilizar fermento e açúcar. Colocar em dois recipientes separados uma colher de fermento biológico. Em um deles acrescentar um colher de açúcar. Observar as reações.
Experimento 2: utilizar fermento, água fria, água morna e água bem quente. Coloque uma colher de fermento em três recipientes diferentes, identifique-os. No primeiro recipiente adicione 50 ml de água fria. Observe o resultado; no segundo recipiente adicione água morna e no terceiro recipiente adicione a água quente. Observe os resultados e anote.   

ETAPA 3
            Discuta com os alunos os resultados observados nos experimentos 1 e 2, destacando a formação de espuma, mudança de estado físico (sólido para o liquído) e liberação de gás.

ETAPA 4
             Retome a questão da problematização: qual a razão do nome fermento biológico? Explicar que a palavra “biológico” indica a presença de seres vivos (microrganismos).
Faça a explicação sobre leveduras, o tipo de microrganismo que faz a massa crescer. Informe que, em contato com o açúcar, a levedura começa a se reproduzir, e que a água morna cria as condições ideais para isso. Explique ainda que, para a reprodução ocorrer, os microrganismos liberam dióxido de carbono (CO2), o gás que cria bolhas na massa e a faz inchar.


Leitura e discussão do texto: A história do fermento (trabalhando a competência leitora).

Recursos: fermento biológico, trigo, água, tigela, texto sobre a história do fermento; lousa, giz, slides com imagens da massa com e sem fermento.

AVALIAÇÃO: participação individual nas discussões, participações em grupos, elaboração de relatório da aula prática e de um “livro” com receitas de pães e biscoitos caseiros utilizando o fermento biológico (competência escritora).

Estratégia de intervenção para retomar as habilidades que não foram desenvolvidas: Leitura do texto contido no caderno 3 do aluno p. 45: Por que a champanhe tem bolha?
Elaboração de questões sobre o texto, com posterior discussão coletiva.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

domingo, 29 de setembro de 2013

Recordar é viver...

Recordar é viver...

Lembro-me das primeiras letras que aprendi na escola e o momento em que cheguei em minha casa muito feliz com a nova descoberta. Contei para os meus pais e eles ficaram emocionados.
À partir desse dia foi fascinante!
Comecei a ler as primeiras palavras, frases, textos... e sempre compartilhando essa alegria com eles.
Só sei dizer, que meus pais me incentivaram muito.
Todas as noites, após o jantar, sentávamos na sala, assistíamos um pouco de televisão e depois meu pai falava que estava na hora de viajar um pouco. Ele trazia alguns livros e falava para eu escolher um deles. Após feita a escolha, ele combinava que cada um de nós teríamos que auxiliar na leitura, lendo uma página cada um. 
Era muito gostoso, embora eu ainda lesse muito lentamente no início, eles sempre me ajudavam e incentivavam, logo percebi que já estava lendo com facilidade e que todos estavam entendendo e curtindo a história.
Na época, não entendia o que meus pais queriam com aquela iniciativa, hoje entendo perfeitamente e agradeço.
Eles sempre me falavam que eu tinha que ter gosto e compromisso com a leitura e que depois de aprender a ler precisaria ler para aprender, e também diziam que a leitura era algo desafiador e interessante que me daria autonomia e independência.
Eles conseguiram o que queriam! Me deixaram apaixonada pela leitura.
Viajei muito pala coleção vaga-lume, Monteiro Lobato e outros clássicos. Hoje não consigo ficar sem um ler um livro.
Ler não pode ser apenas um hábito e sim uma paixão, um vício!

sábado, 28 de setembro de 2013

Da imagem para a escrita

Olá amigos do curso MGME.
Ao ler os depoimentos de leituras me identifiquei muito com Danuza Leão, parecia em sua primeira fala que eu estava lendo o meu próprio depoimento, leio tudo que cai na minha mão desde bula de remédio a dicionário, li vários clássicos da literatura mundial, até mesmo a "Divina comédia" de Dante. Porém quando criança, havia um objeto de desejo na época que não tive acesso, a televisão, isso era para os ricos, e só fui ter acesso à leitura quando entrei para a escola primária, mas o que mais me ajudou a tomar gosto pela leitura foram as revistas em quadrinhos com suas figuras coloridas que lembravam os desenhos animados do “televizinho” , nome dado por meu pai à televisão do nosso vizinho, que gentilmente deixava a porta da sala aberta para que através de cima do muro, pudéssemos assistir à alguns programas.
Mas meu gosto por leitura foi se desenvolvendo também devido à minha timidez, eu me escondia quando chegavam visitas em casa, com medo de ter que conversar. No mundo da leitura eu viajava no tempo e no espaço, mas tive mais dificuldade para desenvolver a escrita, certa época depois do ensino médio resolvi fazer um cursinho para prestar a prova para entrar para a marinha, e essa prova consistia apenas de uma única redação cujo tema poderia ser histórico, atualidades, direitos civis ou política; tínhamos um professor de técnicas de redação, cujas aulas eram diárias, redigíamos toda aula duas redações,  utilizando várias técnicas e todos os dias tínhamos tarefa pra casa, ler jornais e mais redações; como vocês podem ver, eu não entrei para a Marinha.
Hoje, com uma inclinação muito grande para o lúdico, gosto de criar aulas práticas, uso muito  a” imaginação” para criar situações de aprendizagem, mas foram meus muitos anos de leitura a fio, que me transformaram, fazendo desenvolver esse lado criativo.
Agora estou desenvolvendo com esse curso a linguagem digital, também criei um blog meu, por sugestão da nossa tutora, para postar os slides utilizados por mim em minhas aulas, dicas de sites de estudos e até os jogos utilizados em sala de informática que os alunos mais gostaram. Deixo o endereço do meu blog para quem quiser conhece-lo, é só clicar:  http://estudeakiciencias.blogspot.com.br/2013/09/ehgdtfeibfetbd.html?spref=fbs
Eis umas das tirinhas da "Turma da Mônica" de Maurício de Sousa que eu mais gostei. 

sábado, 14 de setembro de 2013

Memórias e Recordações

Memórias e recordações

As minhas memórias e recordações sobre os primeiros contatos com a leitura vêm em forma de “flash”. Os primeiros livros que tive contato foi os de Monteiro Lobato, adorava Reinações de Narizinho; antes de saber ler, as histórias eram contadas pela minha mãe depois, eu mesma lia sozinha.
 Assim como a maioria das pessoas fui alfabetizada com as famosas CARTILHAS, onde as lições eram temáticas e gradativamente se tornavam mais difíceis (no meu ponto de vista infantil). Lembro-me de folhear a cartilha para ver como eram as últimas lições e fiquei assustadíssima quando me deparei com a lição do CARRO e da FLECHA; que negócio era aquele de “rr”” e “ch”?!!!!!!!!!. Pensei que nunca conseguiria ler ou escrever aquelas palavras diferentes, mas passei por essas elas, ou seja, pelos dígrafos sem maiores problemas.
O gosto e a prática da leitura propriamente dita começaram quando eu estava no 6º ano do ensino fundamental; a professora indicava um livro para lermos durante o bimestre e ao final fazíamos uma avaliação. O primeiro livro que li na escola foi Barco de papel (José Maviael Monteiro, coleção Vaga Lume); adorei, eu ficava viajando e imaginando como seriam as personagens e os lugares que se passavam narração. A partir daí, a cada ano que se passava a leitura se tornava mais presente na minha vida, seja para realizar uma avaliação ou pelo simples gosto pela literatura.
No ensino médio a carga de leitura se tornou mais frequente e um pouco mais elaborada, com os livros de literatura brasileira e portuguesa, indicados para o vestibular. Gostava dos livros, porém eram muitos autores para ler: Casimiro de Abreu, Eça de Queiroz, Machado de Assis, etc., mas foi bom, novas histórias, novo vocabulário, valeu a pena o esforço.  
A leitura é parte constante na nossa vida, temos sempre que valorizá-la e exercitá-la.


“Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar” (Rubem Alves).

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Viajando e recordando o fantástico mundo da leitura...

Desde muito pequeno a leitura fez parte de minha vida, lembro que o primeiro contato com as letras fora antes de adentrar e conhecer uma escola... Minha primogênita frequentava a primeira séria do ensino fundamental e trazia para casa o famoso ditado que era feito com o acompanhamento de minha mãe. A partir do momento que essa tarefa era feita por minha irmã, lá estava eu acompanhando o ditado e escrevendo as primeiras letras. Foi a partir desse momento que começo a ler e escrever, logicamente com restrições.
Assim que entro na escola, o desenvolvimento da leitura e escrita é estabelecida com mais regras e aperfeiçoamento; nesse período lembro como se fosse hoje da famosa CARTILHA; onde diariamente a professora “tomava” a lição, e a leitura era feita diariamente com o acompanhamento da professora. Aqui encontro o meu primeiro trauma da leitura, quando fiquei por três (03) vezes repetindo uma mesma lição e não conseguia avançar... mas isso foi só um obstáculo. Passado isso, a leitura veio para ficar.
O gosto pelos livros literários e clássicos juvenis é conhecido através de um professor de língua portuguesa na quinta série do ensino fundamental; nessa fase o professor determinava a leitura de um livro a cada bimestre e no final deste período acontecia uma avaliação da leitura, no começo era meio angustiante pois havia o medo de não ir bem na prova. Com o passar dos anos, essas leituras que até então eram obrigatórias passaram a ser tidas como prazerosas, lembro-me de nosso grupo escolar buscando ler o que os alunos das séries mais avançadas estavam lendo. Pegava o livro e num prazo de dois dias o "devorava". Ficava muito ansioso para saber o final dessas histórias. Os livros sempre traziam tramas que as considerava maravilhosos, nos levando a lugares muito diferentes dos nossos, apresentava outras realidades e culturas diversas, fazendo-nos rir, sonhar e algumas vezes até chorar. Lembro-me de um livro que tinha uma história e uma capa feia, “Um cadáver ouve rádio” – Marcos Rey; tive medo quando fui ler e por esse temor fui obrigado a lê-lo umas três vezes, pois não conseguia entender nada do livro (risos)... Mas tiveram muitos outros que foi um prazer ter lido e ainda hoje os tenho aqui comigo.
Passado esse período, veio o ensino médio e com isso o vestibular, a literatura foi explorada em todas as suas faces e os livros vieram complementar sua beleza. Muitos clássicos conheci, alguns amei, outros odiei... Mas valeu muito a pena conhecer.
Durante a faculdade a leitura é algo que transcorre de modo muito normal e é quase toda baseada em cima dos artigos, monografias e teses cientificas, seu estruturação muda a cada leitura e conhecimento torna se mais valioso do que tudo.
A leitura é a essência do desenvolvimento intelectual e fortalece o crescimento profissional, ampliando os horizontes. Acredito que ler nos faz ver além.
Agradeço aos meus mestres pelo incentivo e ajuda no desenvolvimento dessa prática.


“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”. (Mario Quintana).


Apresentação do Blog - 13/09/2013

O objetivo deste blog é propor reflexões sobre o processo de desenvolvimento da competência leitora e escritora a ser desenvolvida pelos alunos no âmbito escolar, assim como divulgar atividades do curso de formação continuada Melhor Gestão Melhor Ensino de Ciências, proposta pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo – Diretora de Guaratinguetá.

O desenvolvimento de um leitor é um processo permanente e deve ser exercitado com continuidade, pois somente com a prática o leitor se torna crítico. Para tanto, no ambiente escolar, é indispensável a presença de um professor capacitado e comprometido no desenvolvimento de novos leitores.